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10628 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

A ruptura conjugal cria a família monoparental, e a autoridade parental, até então exercida pelo pai e pela mãe, acompanha a crise e concentra-se em um só dos genitores, ficando o outro reduzido a um papel verdadeiramente secundário (visita, alimentos, fiscalização). Quer isso dizer que um dos genitores exerce a guarda no âmbito da atuação prática, no cuidado diário, e o outro conserva as faculdades potenciais de atuação.
Assim, com o crescente número de rupturas, surgem, também, os conflitos em relação à guarda de filhos de pais que não mais convivem, fossem casados ou não.
Cumpre à doutrina e à jurisprudência estabelecer as soluções que privilegiem a manutenção dos laços que vinculam os pais a seus filhos, eliminando a dissimetria dos papéis parentais que o texto constitucional definitivamente expurgou, como se vê pelo artigo 226, § 5.º.
A ruptura afeta diretamente a vida dos menores, porque modifica a estrutura da família e atinge a organização de um de seus subsistemas, o parental. Diante de tal situação, aparece uma corrente que questiona a necessidade de se manterem todos os personagens da família envolvidos, mesmo após a ruptura da vida em comum, a partir de noções de outras disciplinas, como a psicologia, a sociologia, a psiquiatria, a pediatria e a assistência social, tentando, assim, atenuar as consequências injustas que essa ruptura provoca.



Segundo o texto III, "Cumpre à doutrina e à jurisprudência estabelecer as soluções que privilegiem a manutenção dos laços que vinculam os pais a seus filhos, eliminando a dissimetria dos papéis parentais que o texto constitucional definitivamente expurgou, como se vê pelo artigo 226, § 5.º. Já o fundamento psicológico para o tipo de guarda em questão, no qual a presença dos personagens familiares é mantida, mesmo depois da separação, reside no fato de que a separação e o divórcio acarretam uma série de perdas para a criança." A partir do exposto, conclui-se que o tipo de guarda em que a presença dos personagens familiares é mantida tem como objetivo
  • a)
    mascarar os sentimentos depressivos das crianças, o que lhes traz benefícios para sua vida futura.
  • b)
    descartar a guarda exclusiva, visto que esta mostra-se ineficiente e prejudicial aos filhos.
  • c)
    complementar a guarda exclusiva, sobretudo nos casos em que a criança apresenta problemas de fundo emocional.
  • d)
    amenizar o sentimento de perda, pois os filhos se beneficiam ao reconhecerem que têm dois pais envolvidos em sua criação e educação.
  • e)
    manter o bem-estar da criança a ser adotada, devido ao aumento dos casos de adoção.

15841 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

Se um psicólogo for requisitado para depor em juízo, ele deverá, de acordo com o código de ética profissional,
  • a)
    prestar informações, considerando o previsto no código.
  • b)
    negar todas as informações, considerando o previsto no código.
  • c)
    alterar informações, considerando o previsto no código.
  • d)
    negar informações, considerando suas convicções pessoais.
  • e)
    alterar informações, considerando suas convicções pessoais.

15842 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

De acordo com a Resolução n.º 007/2003 do Conselho Federal de Psicologia, o psicólogo, ao elaborar um documento decorrente de um processo de avaliação psicológica, deverá
  • a)
    elaborar ficha de acompanhamento, a fim de delimitar seu objeto de estudo.
  • b)
    considerar o perfil estático do instrumento, colocando o objeto de estudo em lugar pré-definido.
  • c)
    arrolar os fatores quantitativos que apontam para uma única hipótese diagnóstica.
  • d)
    registrar seu parecer em prontuário único, bem como sua hipótese diagnóstica.
  • e)
    considerar a natureza dinâmica, não definitiva e não cristalizada de seu objeto de estudo.

15843 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

Segundo a Lei n.º 8.842/1994, todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou de desrespeito ao idoso. Assim, cabe à justiça, como autoridade competente, de acordo com o que é delimitado pela citada lei,
  • a)
    direcionar ao Poder Executivo as demandas de proteção e defesa dos direitos da pessoa idosa.
  • b)
    trabalhar junto ao Poder Legislativo para que ações que visem evitar abusos sejam regulamentadas.
  • c)
    zelar pela aplicação das normas sobre o idoso, determinando ações para evitar abusos e lesões a seus direitos.
  • d)
    promover a capacitação de recursos para o atendimento de idosos.
  • e)
    promover as articulações intraministeriais e interministeriais necessárias à implementação da política nacional do idoso.

15844 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

Em um processo de separação judicial, a mãe requer a guarda exclusiva de seu filho. Em entrevista com a criança, o psicólogo relata as seguintes características: a criança diz odiar o pai e também seus tios e avós, conta que o pai sempre foi ausente e que sempre sentiu falta de amor por parte dele. A mãe foi considerada pelo psicólogo como superprotetora e vitimizada em relação ao pai, por quem nutre muito ódio e desejo de vingança. Com base nessa situação, assinale a alternativa que apresenta uma conclusão correta do psicólogo.
  • a)
    O relato da criança aponta para um transtorno de estresse pós-traumático, provocado por provável abuso sexual. A guarda exclusiva é recomendada.
  • b)
    Trata-se de um caso de Síndrome de Alienação Parental. Recomendam-se entrevistas conjuntas com os pais da criança, para o diagnóstico da síndrome e futuros encaminhamentos.
  • c)
    Trata-se de uma manipulação da criança que, na verdade, quer ficar com pai em detrimento da convivência com a mãe.
  • d)
    A guarda exclusiva deve ser deferida, tendo em vista que a criança aparenta ter dificuldades em discernir fantasia de realidade.
  • e)
    Trata-se de um caso de abuso moral contra a criança; assim, a guarda deve ser dada exclusivamente à mãe e seus familiares diretos.

15845 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

O adolescente N., de 13 anos de idade, é apreendido após tentativa de roubo a uma padaria. Na entrevista com o psicólogo, N. conta que lhe dá prazer tirar as coisas das outras pessoas e que muitas vezes só consegue ficar feliz roubando ou quebrando coisas (orelhões, bancos de praça, pontos de ônibus, por exemplo). Esse comportamento é recorrente, e N. já foi apreendido 9 vezes nos últimos 6 meses. Relatórios anteriores, feitos por psicólogos e por psiquiatras, apontam corretamente para o diagnóstico de transtorno de
  • a)
    personalidade antissocial.
  • b)
    conduta.
  • c)
    personalidade histriônica.
  • d)
    personalidade esquizoide.
  • e)
    personalidade depressiva.

15846 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

A teoria de desenvolvimento infantil de Vygotsky dá destaque ao papel da linguagem. Para esse autor, a linguagem tem papel relevante no desenvolvimento do sujeito, pois é o sistema simbólico básico. Assinale a alternativa que apresenta duas funções da linguagem, conforme Vygotsky.
  • a)
    desenvolvimento sensório-motor e pensamento egocêntrico
  • b)
    pensamento egocêntrico e fala generalizante
  • c)
    intercâmbio social e fala individual
  • d)
    intercâmbio social e pensamento generalizante
  • e)
    pensamento generalizante e pensamento egocêntrico

15847 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

Para Piaget, o juízo moral, assim como o desenvolvimento, é permeado por fases distintas e diretamente ligado ao modo pelo qual o sujeito relaciona-se com as outras pessoas. Na heteronomia, que vai dos 6 até 10/11 anos de idade, a criança internaliza as regras, toma consciência delas, pois já pode separar físico de psíquico. A isso, Piaget denomina realismo moral. Assinale a alternativa que apresenta exemplo de realismo moral.
  • a)
    A reciprocidade, pois a noção de justiça supera a fase do estrito igualitarismo para basear-se na equidade. Os castigos convertem-se, assim, em algo motivado, não necessário e recíproco.
  • b)
    A criança não segue regras coletivas. Quando se depara com crianças dessa idade, percebe-se o que se chama de monólogo coletivo, pois estas estão na fase de egocentrismo.
  • c)
    A criança passa a tomar decisões por si mesma, analisando e compreendendo as regras de cunho universal.
  • d)
    A criança prefere brincadeiras individuais, analisa as regras de cunho universal e passa a segui-las, tomando decisões por si mesma, sem o referendo dos pais.
  • e)
    A consideração da responsabilidade centrando-se unicamente nas consequências materiais da ação, sem levar em conta a intenção que move a ação nem as circunstâncias que a rodeiam.

15848 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

A violência contra crianças e adolescentes no Brasil não é uma prática recente. Nas últimas décadas, esse fenômeno tem sido muito discutido, sobretudo após a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entre as várias causas que mantêm essa prática, incluem-se
  • a)
    as características do agressor e da vítima e questões culturais.
  • b)
    as novas tecnologias da educação e da transmissão de valores.
  • c)
    os avanços dos estudos em psicologia do desenvolvimento e da educação.
  • d)
    a vida cotidiana e a transmissão de valores feita de pais para filhos.
  • e)
    o novo paradigma de vida pautado na Internet e as relações cristalizadas e profundas que ele traz.

16304 FUNIVERSA (2010) - MPE-GO - Psicólogo / Psicologia

Segundo o ECA, a colocação de uma criança em família substituta deverá ser feita mediante
  • a)
    guarda, tutela ou adoção.
  • b)
    tutela e guarda.
  • c)
    guarda ou adoção, somente.
  • d)
    tutela, guarda ou convivência.
  • e)
    convivência, guarda ou adoção.