40 resultados encontrados para . (0.008 segundos)

53199 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

Paulo Freire, em sua obra mais conhecida, Pedagogia do Oprimido, afirma que “quanto mais analisamos as relações educador-educandos na escola, em qualquer de seus níveis (ou fora dela), parece que mais nos podemos convencer de que essas relações apresentam um caráter especial e marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadoras". (FREIRE, 1987, pág. 57)

O autor afirma que a narração de que o educador é o sujeito que conduz o educando à memorização mecânica e os transforma em vasilhas. “Quanto mais vá enchendo os recipientes com seus depósitos, tanto melhor o educador será. Quanto mais se deixem docilmente encher, tanto melhores educandos serão". (IDEM, pág. 58)

As características das relações entre professor e aluno descritas por Freire são próprias do que o autor denomina 'educação bancária'. Em oposição, o autor afirma que deve-se priorizar a dialogicidade enquanto essência da educação como prática de liberdade.

Segundo o autor, para haver um diálogo em que se estabeleça uma relação horizontal, é necessário evitar:

  • a)
    um profundo amor ao mundo e aos homens;
  • b)
    autossuficiência;
  • c)
    humildade;
  • d)
    a supressão da situação opressora;
  • e)
    intensa fé nos homens.

53200 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

O Artigo 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) define dois princípios da gestão democrática do ensino público:

Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:

I. participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;

II. participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.

De acordo com essa legislação, ao pensar e fazer o projeto pedagógico da escola pública, os professores devem:

  • a)
    ser consultados sobre eventuais mudanças no projeto, cabendo à direção da escola a sua aprovação;
  • b)
    trazer suas contribuições ao projeto, de forma indireta, por meio de críticas e sugestões;
  • c)
    ser protagonistas, junto com os outros profissionais da educação, do processo de construção do projeto, para que ele represente a realidade vivida e tenha objetivos reais;
  • d)
    solicitar o acompanhamento do processo às secretarias de educação, de modo a estarem autorizados a efetuarem as necessárias alterações nos itens do projeto;
  • e)
    solicitar à Direção da escola uma cópia do projeto, ainda que não tenham participado de sua elaboração, pois trata-se de documento a ser anexado aos diários de classe.

53201 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

“Em suas diferentes vocações, as pesquisas participantes atribuem aos agentes-populares diferentes posições na gestão de esferas de poder ao longo do processo da pesquisa, assim como na gestão dos processos de ação social dentro da qual a pesquisa participante tende a ser concebida como um instrumento, um método de ação científica ou um momento de um trabalho popular de dimensão pedagógica e política, quase sempre mais amplo e de maior continuidade do que a própria pesquisa". BRANDÃO, Carlos Rodrigues; BORGES, Maristela Correa. A pesquisa participante: um momento da educação popular. Revista de Educação Popular, v. 6, n. 1, 2007).

Ao afirmarem que a pesquisa participante é também um momento de um trabalho popular de dimensão pedagógica e política, os autores apontam que a pesquisa:

  • a)
    passa a ser encarada como um instrumento sociológico, somente de análise da realidade;
  • b)
    transcende seu caráter epistemológico, para alcançar dimensões ontológicas e axiológicas;
  • c)
    se materializa na formação política dos envolvidos, na medida em que está atrelada a grupos ideológicos;
  • d)
    deixa de ser um ato dialógico, na medida em que não há trocas de experiências entre os sujeitos;
  • e)
    deve ser tratada como trabalho político e pedagógico, não requerendo qualquer rigor científico.

53202 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

“Assim como as tradições que definem o que é currículo, o currículo é, ele mesmo, uma prática discursiva. Isso significa que ele é uma prática de poder, mas também uma prática de significação, de atribuição de sentidos. Ele constrói a realidade, nos governa, constrange nosso comportamento, projeta nossa identidade, tudo isso produzindo sentidos". (LOPES, Alice Casimiro; MACEDO, Elizabeth. Teorias de Currículo. São Paulo: Cortez, 2011).

A partir da visão pós-estruturalista das práticas curriculares de poder e significação, é correto afirmar que o currículo:

  • a)
    se constrói na dialética, a partir de imposições e resistências, tendo como atores principais os alunos;
  • b)
    é um recorte implacável, em que há um processo avassalador de imposições por meio do arbitrário cultural dominante;
  • c)
    torna inócuas distinções como currículo formal, oculto, vivido, na medida em que tudo isso é parte inalienável das práticas curriculares;
  • d)
    oculto é a parte intangível do currículo, na medida em que não está colocada nos textos e não é partilhada por todos;
  • e)
    possui independência das decisões políticas, na medida em que é construído no interior das escolas.

53203 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

Piaget afirma que, no estágio pré-operatório, as crianças apresentam certas características que limitam a possibilidade do estabelecimento de trocas intelectuais equilibradas. La Taille (1992) afirma que, neste estágio, falta à criança:

1) a capacidade de aderir a uma escala comum de referência quando em diálogo com outra no mesmo estágio;

2) uma regulação essencial do raciocínio que a obrigue a levar em conta o que disse em princípio para construções discursivas ulteriores;

3) a facilidade em colocar-se no ponto de vista de outrem.

Essas três características juntas representam o que Piaget denomina:

  • a)
    Pensamento Categorial;
  • b)
    Pensamento Egocêntrico;
  • c)
    Pensamento Operatório Formal;
  • d)
    Pensamento Reversível;
  • e)
    Ação Interiorizada Reversível.

53204 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

Tem sido observado em todas as regiões do país um processo de juvenilização dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos. (DI PIERRO, JOIA e RIBEIRO, 2001).

Tal fato, de acordo com as autoras, deve-se à(ao):

  • a)
    falta de interesse dos jovens em estudar;
  • b)
    dinâmica escolar brasileira e às pressões oriundas do mundo do trabalho;
  • c)
    desemprego massivo da população;
  • d)
    falta de estrutura e financiamento do ensino regular;
  • e)
    ausência de fiscalização por parte do poder público.

53237 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

O prefeito do município de Alcobaça convocou a população para uma discussão a respeito da aplicação dos recursos destinados à educação. Ao iniciar a reunião, explicou aos munícipes que os municípios brasileiros por força de lei (Constituição Federal e LDB) deveriam investir no mínimo 25% da receita resultante de impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na manutenção e desenvolvimento do ensino público. Assim, demonstrou os valores previstos para o ano seguinte e, depois de muita discussão, foram eleitas as maiores urgências para investimento:

I. melhoria da remuneração dos profissionais da educação;

II. calçamento das ruas de algumas escolas;

III. realização de concurso público para psicólogos para tratamento dos alunos;

IV. bolsas de estudos para alunos de grande capacidade intelectual;

V. pesquisa encomendada à Universidade Federal sobre a qualidade do ensino público municipal.

O Prefeito esclareceu que nem todos os itens poderiam ser atendidos, pois, de acordo com a LDB, NÃO constituem despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino público os itens:

  • a)
    II, IV e V;
  • b)
    II, III e IV;
  • c)
    II, III e V;
  • d)
    II e III;
  • e)
    I, IV e V.

53244 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Direito da Criança e do Adolescente

Giovana, 2 anos, foi adotada judicialmente pelo casal José e Maria. Poucos dias após o trânsito em julgado da sentença de adoção, os pais adotivos faleceram em um acidente. Diante do acontecimento, os pais biológicos da criança alegam que houve restabelecimento do poder familiar em face da menina.

De acordo com as disposições elencadas na Lei nº 8.069/90 (ECA), a alegação dos pais biológicos está:

  • a)
    correta, desde que não existam parentes adotivos que queiram permanecer com a criança;
  • b)
    errada, pois a morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais naturais;
  • c)
    correta, desde que a destituição de poder familiar não tenha ocorrido por imputação de maus-tratos à infante;
  • d)
    errada, mas se pode considerar automaticamente restabelecido o vínculo jurídico entre a criança e os avós biológicos;
  • e)
    correta, desde que seja considerado que a criança usufruirá de cuidados adequados com os pais biológicos.

57867 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

Dos cerca de 2,2 milhões de docentes que atuam na Educação Básica do país, aproximadamente 24% não possuem formação de nível superior (Censo Escolar de 2015).

O Plano Nacional de Educação, em sua meta 15, define que 100% dos professores da educação básica, até o final da vigência do Plano, possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Para o alcance de tal meta, o Plano prevê:

  • a)
    a garantia de uma política nacional de formação dos profissionais da educação realizada em regime de colaboração entre a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;
  • b)
    a garantia de repasse de recursos para os sistemas de ensino, visando à criação e à manutenção de Instituições de Ensino Superior específicas para este fim;
  • c)
    programas de demissão voluntária para professores que não obtiverem a devida habilitação para as disciplinas que lecionam até o final da vigência do Plano;
  • d)
    licença remunerada para estudos aos professores que estiverem cursando o ensino superior para obtenção de habilitação específica na área em que atuam;
  • e)
    a não admissão de professores que não possuam habilitação em nível superior específica para a área, diminuindo progressivamente o percentual de professores não habilitados.

57870 FGV (2017) - MPE-BA - Analista Técnico - Pedagogo / Pedagogia

Dentre as ideias de Vygotsky, a que foi mais difundida no campo educacional foi o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal, definido pelo autor como a distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial.

Tais níveis costumam ser determinados, respectivamente, através da observação:

  • a)
    das reações de segurança que a criança aparenta ao resolver problemas complexos e das reações de insegurança que a criança aparenta na resolução de problemas complexos;
  • b)
    daquilo que a criança resolve sem auxílio de um adulto, mas com a utilização de instrumentos concretos de apoio, e daquilo que é resolvido pela criança de forma autônoma;
  • c)
    da quantidade de respostas corretas que a criança dá a situações problemáticas preestabelecidas e da quantidade de respostas incorretas que a criança dá a situações problemáticas preestabelecidas;
  • d)
    daquilo que a criança efetivamente já aprendeu e daquilo que a criança poderá aprender na interação com outra criança de seu grupo social que se encontra no mesmo nível de desenvolvimento;
  • e)
    das ações, em resposta a um problema, que o indivíduo realiza de maneira independente e das ações, em resposta a um problema, que o indivíduo realiza sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.