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16902 FCC (2009) - PGE-RJ - Técnico Superior de Análise Contábil / Português

Segredo
Há muitas coisas que a psicologia não nos explica.
Suponhamos que você esteja em um 12^o andar, em companhia de amigos, e, debruçando-se à janela, distinga lá embaixo, inesperada naquele momento, a figura de seu pai, procurando atravessar a rua ou descansando em um banco diante do mar. Só isso. Por que, então, todo esse alvoroço que visita a sua alma de repente, essa animação provocada pela presença distante de uma pessoa de sua intimidade? Você chamará os amigos para mostrar-lhe o vulto de traços fisionômicos invisíveis: "Aquele ali é papai". E os amigos também hão de sorrir, quase enternecidos, participando um pouco de sua glória, pois é inexplicavelmente tocante ser amigo de alguém cujo pai se encontra longe, fora do alcance de seu chamado.
Outro exemplo: você ama e sofre por causa de uma pessoa e com ela se encontra todos os dias. Por que, então, quando essa pessoa aparece à distância, em hora desconhecida aos seus encontros, em uma praça, em uma praia, voando na janela de um carro, por que essa ternura dentro de você, e essa admirável compaixão?
Por que motivo reconhecer uma pessoa ao longe sempre nos induz a um movimento interior de doçura e piedade? (...)
Até para com os nossos inimigos, para com as pessoas que nos são antipáticas, a distância em relação ao desafeto atua sempre em sentido inverso. Ver um inimigo ao longe é perdoá-lo bastante.
(Paulo Mendes Campos - Crônicas escolhidas. S.Paulo: Ática, 1981, p.p. 49-50)

Considere as seguintes afirmações:
I. Na frase "Aquele ali é papai" (1^o parágrafo), expressam- se, em sequência: índice de proximidade, índice de distanciamento e identificação carinhosa.
II. Em voando na janela de um carro (2^o parágrafo), é um índice de velocidade que traduz a percepção do inalcançável.
III. A expressão atua sempre em sentido inverso (3^o parágrafo) refere-se ao fato de que, diante do inimigo, ocorre o oposto de uma animação provocada pela presença distante.
Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em
  • a)
    III.
  • b)
    I.
  • c)
    I e II.
  • d)
    II.
  • e)
    II e III.

18197 FCC (2009) - PGE-RJ - Técnico Superior de Análise Contábil / Direito Administrativo

No que concerne aos atos de improbidade praticados por agentes públicos, é INCORRETO afirmar que
  • a)
    a indisponibilidade recairá sobre bens do indiciado que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
  • b)
    o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações da Lei nº 8.429/92 até o limite do valor da herança.
  • c)
    no caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio.
  • d)
    não se reputa agente público aquele que, transitoriamente e sem remuneração, exerce cargo na administração indireta do Estado.
  • e)
    as disposições da Lei nº 8.429/92 são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.

18198 FCC (2009) - PGE-RJ - Técnico Superior de Análise Contábil / Direito Administrativo

A pena de multa, nos crimes relacionados a licitações, não poderá superar o seguinte percentual do contrato licitado ou celebrado com dispensa ou inexigibilidade de licitação:
  • a)
    quinze por cento.
  • b)
    dez por cento.
  • c)
    oito por cento.
  • d)
    sete por cento.
  • e)
    cinco por cento.