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110656 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História

Por mais de 40 anos, Augusto foi o chefe indiscutível do Império

Romano (27 a. C. a 14 a. D.). Em um período de muitas incertezas, em

uma fase de aparente paz, vivida, porém, em um clima cultural em que

predominava uma espécie de saudosismo pessimista, predominavam

certas correntes fi losófi cas que, entretanto, acabaram se inclinando

ao “dogma", aceito por seus adeptos como verdades absolutas. Entre

as mencionadas correntes fi losófi cas, pode-se destacar:

  • a)

    platonismo, aristotelismo, materialismo

  • b)

    heraclitianismo, sofística, pitagorismo

  • c)

    ataraxia, patrística, racionalismo

  • d)

    doutrina órfi ca, helenismo, empirismo

  • e)

    estoicismo, neopitagorismo, epicurismo

110657 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História

Entre as teorias que procuram explicar o capitalismo, podem

se destacar duas grandes correntes, representadas por Karl Marx

(1818-1883) e Max Weber (1864-1920). Max Weber procura explicar

a origem do capitalismo como:

  • a)

    Fenômeno histórico derivado da concentração da propriedade dos meios de produção em mãos de uma classe social e da presença de uma outra classe para a qual a venda da força de trabalho é a única fonte de subsistência.

  • b)

    Resultado de um longo processo histórico que transformou as antigas relações econômicas dominantes no feudalismo, destruindo-as e, ao mesmo tempo, dando origem ao novo sistema.

  • c)

    Evolução natural do crescimento do comércio medieval e das melhores condições de vida existentes no fi nal da Idade Média, o que levou à maior oferta de mão de obra e à diversifi cação da economia.

  • d)

    Constituição a partir da herança de um modo de pensar as relações sociais, dentre elas as econômicas, legada pelo movimento da Reforma na Europa: do protestantismo de Lutero e ainda mais do calvinismo.

  • e)

    Resultante da atividade comercial e, embora tenha se tornado mais evidente a partir do Mercantilismo, na Idade Moderna, sempre existiu, pelo menos, desde a Antiguidade.

110658 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História do Brasil

No Brasil Colonial, a teoria negreira jesuíta ajuda a compor o patriarcalismo senhorial luso-brasileiro e refl ete a tensão entre a justifi cativa evangelizadora do cativeiro, que só se justifica pela catequese dos aprisionados, e os interesses econômicos dos portugueses. O sacramento do Matrimônio, por exemplo, assim como o do Batismo, é alvo de sério confl ito que medra nas colônias escravistas portuguesas. Prevalece, entretanto, salvo no contexto fi nal do escravismo colonial brasileiro, determinada interpretação religiosa relativa ao matrimônio entre escravos. Sobre o grau de autonomia social outorgada à família escrava constituída sob o sacramento do matrimônio é correto afi rmar:

  • a)
    Não era legítimo nenhum casamento entre escravos, pois os únicos sacramentos cristãos aos quais os escravos tinham direito eram os do batismo, da comunhão e da confi ssão.
  • b)
    Uma vez casado, o cativo assumia o estatuto de pater familias, ganhando a liberdade e o controle sobre sua mulher e seus filhos, o que, na prática, tornava a família de escravos inseparável, só podendo ser vendida ou deslocada inteiramente junta.
  • c)
    O matrimônio implicava na imediata alforria para os cônjuges, mas isto não se aplicava aos frutos do referido casamento, tendo o cativo casado direitos de pater familias somente sobre sua esposa.
  • d)
    Somente os escravos indígenas tinham direito pleno aos sacramentos, dentre eles o matrimônio, e aos escravos oriundos do território africano fi cava vedada qualquer participação nos ritos cristãos.
  • e)
    A perspectiva que prevaleceu entre os inacianos, sugerida ofi cialmente a D. João III, é que deveria fi car claro que o matrimônio não isentava os cônjuges do cativeiro e tampouco obrigava seus senhores a alforriá-los.

110659 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História do Brasil

Em seu clássico Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda (1990) descreve a infl uência do predomínio de interesses particulares, graças aos quais os empregos, as funções e os benefícios que derivam da gestão pública têm relações com os direitos pessoais do agente público e não a interesses objetivos da máquina de Estado. Isto impediria a adoção plena entre nós da racionalidade burguesa nos negócios públicos. Tal perspectiva esboçada por Holanda é conhecida pelo termo clássico:

  • a)
    patriarcalismo
  • b)
    jeitinho brasileiro
  • c)
    coronelismo
  • d)
    corrupção
  • e)
    patrimonialismo

110660 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História do Brasil

Cientistas sociais e historiadores contemporâneos identificam um novo ciclo de expansão do capitalismo enquanto modo de produção e agente de um processo civilizatório de repercussão internacional. Tais mudanças estão relacionadas, dentre outras coisas, com a combinação entre o modelo fordista de organização do trabalho e da produção com um padrão mais flexível dos processos de trabalho e de produção, sintonizado com as novas exigências do mercado internacional, dos fl uxos de comunicação mais ágeis, congregando competitividade, inovação e produtividade. Esta nova etapa do capitalismo tem sido identifi cada pelo termo:

  • a)
    Capitalismo livre-concorrencial
  • b)
    Globalização
  • c)
    Capitalismo industrial
  • d)
    Capitalismo de Estado
  • e)
    Mercantilismo

110661 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História do Brasil

Um dos aspectos mais coerentes e constantes do Governo Vargas foi a política trabalhista. Ela perdurou, entre 1930 e 1945, passando por várias fases. De um modo geral, é possível defi nir o principal objetivo do trabalhismo varguista implementado pelo Estado na seguinte afi rmativa:

  • a)
    Liberar e modernizar a organização sindical brasileira, anteriormente excessivamente controlada pelo Estado.
  • b)
    Implantar no Brasil uma República Sindicalista, procedendo uma aproximação com um modelo de organização socialista, mas sem submissão ao formato comunista liderado pela URSS.
  • c)
    Igualar direitos sociais e políticos de cidadãos brasileiros urbanos e rurais, garantindo a existência de liberdade sindical ampla e direitos iguais.
  • d)
    Criar um modelo de organização sindical autônoma, inspirada no sindicalismo urbano norte-americano.
  • e)
    Reprimir os esforços organizatórios da classe trabalhadora urbana fora do controle do Estado, atraindo-a para o apoio difuso ao governo.

115767 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História do Brasil

Em plena Atenas Clássica, durante o século V a. C. e seus arredores, mesmo com a assistência do Conselho permanente, o povo (cidadãos plenos e livres de Atenas) só podia fazer cumprir as suas vontades confi ando uma parte de sua soberania a certos Magistrados. As Magistraturas podem ser descritas corretamente nos seguintes termos:

  • a)
    Eram funções de ordem governamental, política, administrativa e também cargos subalternos que podiam ser atribuídos tanto a cidadãos atenienses, metecos e escravos.
  • b)
    Eram atividades públicas, com duração prévia estabelecida, de ordem governamental ou política (arkhai), somente ocupados por cidadãos atenienses.
  • c)
    Eram empregos públicos, sempre regiamente remunerados, exercidos temporariamente por cidadãos atenienses ou metecos.
  • d)
    Eram empregos públicos ocupados somente por metecos, especialmente em fases de crise, nas quais se necessitava de conhecimentos especiais.
  • e)
    Eram funções, de ordem especialmente administrativa, ocupadas por metecos e até por escravos, em ocasião de exceção, como guerras, quando o Conselho não poderia se reunir.

115768 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História do Brasil

Conhecida como Constituição Cidadã, a Carta Constitucional Brasileira de 1988 caracterizou-se por dar ênfase aos chamados Direitos Civis, embora muito do que foi determinado por lei não tenha sido plenamente cumprido devido à morosidade da Justiça e à inefi ciência da ação dos aparelhos de Estado responsáveis pelo cumprimento das leis. Entre os Direitos Civis constitucionais estabelecidos pioneiramente em 1988, encontra-se:

  • a)
    a obrigação de votar, conferidos aos brasileiros alfabetizados, maiores de dezoito anos, de ambos os sexos
  • b)
    a defi nição do racismo como crime inafi ançável e imprescritível
  • c)
    o direito à união civil entre cidadãos do mesmo sexo
  • d)
    a obrigação da guarda compartilhada dos fi lhos de pais separados
  • e)
    a participação dos trabalhadores nos lucros das empresas

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A Argentina, com o acúmulo de divisas ocorrido durante a II Guerra Mundial, quando sua produção agrícola oferece alimentos necessários para uma combalida Europa, deixa de ser devedora no mercado mundial e adquire o status de credora. É neste clima geral de otimismo nacional que surge a fi gura de Perón e tem origem o peronismo ou justicialismo, que irá marcar permanentemente a história política dos argentinos. Em linhas gerais, pode-se caracterizar o Peronismo, quando do seu nascimento, da seguinte forma:

  • a)
    Tratava-se de uma política fortemente inspirada na socialdemocracia, buscando uma via democrática para a realização de metas do socialismo real, porém sem os riscos de ataques à democracia e às liberdades.
  • b)
    Claramente inspirado no leninismo, o justicialismo argentino representou uma vertente latino-americana para o socialismo, sendo o precursor de infl exões continentais à esquerda, como a Revolução Cubana e o Bolivarianismo.
  • c)
    O peronismo representou uma ruptura com o caudilhismo latinoamericano, buscou operar estritamente dentro de princípios democráticos e constitucionais, com organizações sindicais fl exíveis e sem o controle do Estado.
  • d)
    O Peronismo (ou Justicialismo) buscou inspiração nas doutrinas da Igreja e fascistas, fundamentou-se em uma política populista e nacionalista, buscando sustentação social em três pilares: o operariado, os militares e a Igreja.
  • e)
    O Justicialismo peronista buscou romper com a tradição latinoamericana dos frequentes golpes militares e, se afastando do Exército, buscou apoio nos sindicatos livres e no Poder Judici- ário.

115770 CEPERJ (2015) - SEEDUC-RJ - Professor - História / História do Brasil

Pioneira na Revolução Industrial, a Grã-Bretanha vê-se, já no início da década de 1890, ultrapassada na produção de aço pelos EUA e pela Alemanha. Com o surgimento de novas potênciais industriais, os britânicos vão paulatinamente perdendo o título de "oficina do mundo". Entretanto, paradoxalmente, a eclosão de novos players no jogo industrial e a diminuição do poder de competição britânico no setor fortaleciam setores, como o fi nanceiro e o comercial, nos quais a Grã-Bretanha continuava a gozar de vantagens competitivas adquiridas graças ao pioneirismo e a suas influências de maior nação imperialista em esfera mundial. Este quadro, porém, viria a mudar. O momento da história contemporânea em que a Grã-Bretanha deixou de ser a maior nação credora do mundo foi:

  • a)
    após a Unifi cação da Alemanha, que passa a ocupar não só o lugar industrial e o papel de protagonista no jogo imperialista mundial, mas também o lugar fi nanceiro e comercial dos britânicos.
  • b)
    no contexto da Unifi cação Italiana que, com sua vasta experiência bancária e sua tradição comercial, herdada desde os fi ns da Idade Média, usurpa o lugar da Grã-Bretanha e também dos alemães
  • c)
    no contexto da Primeira Guerra Mundial e seus desdobramentos, quando os britânicos se veem obrigados a liquidar grande parte de seus investimentos nos EUA, tornando-se grandes devedores dos norte-americanos
  • d)
    depois da Grande Depressão, de 1929, quando os holandeses e espanhóis, recuperando grande parte de sua tradição bancária, marítima e comercial, desenvolvem um sistema exportador associado à moderna Bélgica
  • e)
    após a Revolução Russa, especialmente após a NEP, implementada por Lênin, que moderniza a URSS e torna o mundo dependente das ações comerciais e fi nanceiras desenvolvidas em pleno regime socialista